Psicologia do Trânsito e Avaliação Psicológica

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jul 162013
 

A Psicologia, ao longo de mais de 50 anos da profissão no Brasil, tem formado profissionais aptos para trabalharem com a avaliação psicológica em diversos contextos sociais. No âmbito do trânsito, a avaliação psicológica de motoristas é uma prática antiga em nossa história, que data antes mesmo do reconhecimento da Psicologia como profissão.

Nós, do Pra Cuidar da Profissão, defendemos que a avaliação psicológica de condutores, seja para a obtenção da CNH, seja para avaliação dos profissionais do trânsito, seja realizada por psicólogas(os) qualificadas(os) e atualizadas(os) permanentemente. Essa qualificação e atualização envolve o atendimento às normas do Contran, de um lado, e às normas e resoluções do Conselho Federal de Psicologia, principalmente o Código de Ética Profissional, de outro.

A avaliação psicológica deve ser um processo técnico e científico que promove, além da coleta de dados a partir de instrumentos atualizados, interpretação sobre os fenômenos pesquisados. Para isso, além dos testes psicológicos, é preciso contemplar a realização de estratégias como entrevistas em profundidade, dinâmicas de grupos, outros métodos e técnicas que possibilitem uma avaliação psicológica completa. A utilização e definição dos instrumentos de avaliação devem considerar testes psicológicos vigentes, aprovados pelo Conselho Federal de Psicologia, e também a realidade social. O Cuidar apoia a autonomia do profissional na escolha das técnicas e métodos mais adequados para a investigação das capacidades sensório-motoras, de personalidade e afetivo-emocionais dos sujeitos “em trânsito”.

O Cuidar preza, ainda, pela manutenção e ampliação de um instrumental teórico e prático subsidiário a essa atividade, condizente com a realidade latino-americana, mais especificamente com a realidade brasileira. Preza também pelo rigor e pela lisura em relação aos parâmetros técnicos e éticos previstos para a realização dessa avaliação. Isso significa defender todas as medidas para que os interesses privados, econômicos e de mercado envolvidos nos processos de obtenção do CNH não permitam o comprometimento da fidedignidade dos instrumentos de avaliação, a qualidade técnica do serviço prestado e o rigor ético na relação com usuário e outros profissionais.

Qualidade de formação para realização dessa atividade é outra direção que defendemos. Acreditamos que não basta o conhecimento superficial de alguns testes psicológicos durante a graduação para poder dominar o seu manejo, seus resultados e indicações para avaliação com fins à obtenção de CNH. O risco de uma avaliação psicológica equivocada, opressora das diversas formas de subjetividade se tornaria, assim, presente, o que é inconcebível.

Por fim, afirmamos que a avaliação psicológica para o trânsito, ou de motoristas, deve vislumbrar em todos os aspectos os direitos humanos do usuário do trânsito, considerando a diversidade cultural e o contexto de desigualdades sociais que estamos inseridos.

A Psicologia deve CUIDAR disso!

Título no site: Mobilidade Urbana

Mobilidade Urbana: o que a Psicologia tem a ver com isso?
Muito antes da Lei 12.587, de janeiro de 2012, ser promulgada, o Cuidar da Profissão já discutia as questões da mobilidade e seu impacto nos modos de produção de subjetividade.
A Psicologia tem feito uma importante crítica ao modelo de deslocamento prioritariamente motorizado, segundo o qual “andar a pé” ou “de bicicleta” tem sido constantemente desvalorizado e relacionado a formas pejorativamente negativas para a locomoção.
Para nós, do Cuidar da Profissão, é importante discutir uma mobilidade que seja sustentável e humana e que se constitua como direito. Nessa construção, que envolve um com conjunto amplo e complexo de ações em políticas públicas, os profissionais de Psicologia e equipes multidisciplinares tem condição de contribuir, para propor um trânsito humano, seguro e com equidade. Deslocar-se não é privilégio nem é sinônimo de status ou de poder, deslocar-se é humano!
Essa proposição nos implica com a discussão acerca do transporte urbano (público e privado) e pela luta pelo transporte público de qualidade. Ela envolve, ainda, uma série de aspectos: o deslocamento de pessoas e cargas; a acessibilidade; o comportamento dos usuários na via pública e acidentes de trânsito; a motorização crescente e a saúde mental; o sistema capitalista e a economia; a exclusão e desigualdade social; o desenvolvimento sustentável, a poluição e cuidado ambiental; as políticas públicas de trânsito, gestão pública compartilhada e a política de desenvolvimento urbano, entre tantos outros temas que poderiam ser aqui listados. Discutir a mobilidade implica em discutir uma complexa rede de sistemas intercambiáveis.

Portanto, o Cuidar da Profissão valoriza a(o)s colegas que estão protagonizando essa discussão e pretende seguir junto nessa luta. O tema da mobilidade humana atinge, sem dúvida, toda a sociedade, e o fortalecimento dessa luta deve contar com leituras, ações e diretrizes da Psicologia, de forma a possibilitar a redução das desigualdades, promovendo a inclusão social, principalmente no que se refere à mobilidade e acessibilidade.
A Psicologia deve CUIDAR disso!

Cuidando de Participação Social

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jul 152013
 

Ao longo de sua trajetória, o Movimento Prá cuidar da Profissão vem afirmando a participação social como direito humano. Entendemos a participação como fundamental na promoção da inclusão social, do reconhecimento e respeito à diferença, da cooperação e da construção de valores de cidadania.
As várias modalidades de participação social, como conselhos, conferências, ouvidorias, consultas e audiências públicas são meios de legitimação do processo decisório em todas as etapas da gestão pública.
Para o fortalecimento da democracia apoiamos a presença da psicologia nos múltiplos espaços de participação da sociedade brasileira, contribuindo para a construção e consolidação de políticas públicas capazes de contemplar nossa imensa diversidade, a partir de princípios que levem em conta os interesses públicos, a equidade social e a justa distribuição de renda.
Entendemos ser fundamental a atuação engajada dos profissionais nas instâncias de participação social, sendo inegáveis as contribuições da psicologia para a consolidação da democracia participativa no Brasil. A Psicologia pode se inserir nestes espaços de duas formas: a primeira a partir da participação de psicólogas e psicólogos que acreditam na promoção de mudanças que levem a uma maior equidade social. A outra forma diz respeito à representação institucional da Psicologia em espaços de defesa de direitos humanos ligados à saúde, assistência social, infância e juventude, saúde mental, educação, indígenas, pessoas com necessidades especiais, entre outros.
Acreditamos que a presença da Psicologia nestes espaços faz-se necessária, contribuindo para a criação e fortalecimento de mecanismos de democratização política no Brasil, e também com a construção de políticas públicas que levem em consideração o respeito ao sujeito e aos Direitos Humanos e sociais.
Para isso, propomos:
– Favorecer a ampliação e qualificação da presença da Psicologia nos conselhos de direitos, espaços estratégicos para fortalecimento do projeto ético-político de uma profissão imbricada com o compromisso social;
– Estimular a formação de quadros qualificados para a participação em instâncias deliberativas de controle social como ação de fortalecimento da democracia.
– Construir orientações/referências para a atuação da Psicologia nos conselhos de direitos.
– Colaborar para que a(o)s psicólogos participem de audiências e consultas públicas sobre temas de interesse da categoria e de relevância na vida da sociedade, bem como estimular o surgimento e incorporar novas formas e linguagens de participação social, como as novas mídias e as redes sociais;
– Colaborar, investir e promover iniciativas de formação e educação de psicólogos para a cidadania ativa.
– Promover a participação social na formulação, implementação, monitoramento e avaliação das políticas públicas.
– Incentivar o acesso e efetiva representatividade nos mecanismos de participação social aos grupos que possam contribuir à promoção da diversidade, tais como as mulheres, as crianças e adolescentes, a juventude, os idosos, os negros, os indígenas, as comunidades tradicionais, as pessoas com deficiência, a população LGBT, a população de rua, os catadores, os grupos religiosos, os movimentos sociais urbanos e do campo, entre outros segmentos organizados.
– Incentivar a organização e o fortalecimento dos movimentos sociais que lutam pela defesa de direitos e por uma sociedade cidadã.
– Incentivar o conhecimento e a utilização pela(o)s psicóloga(o)s dos mecanismos de transparência ativa, garantidos pela Lei da Informação.
– Trabalhar pela garantia da presença qualificada dos psicólogos nas principais políticas públicas do país;
– Construir diálogos com os atores da formação em psicologia, na perspectiva do compromisso com os direitos humanos e sociais.
– Em articulação com as entidades da psicologia latinoamericana, construir referências para a atuação da psicologia comprometida com as demandas dos povos da América Latina.
Desta forma, reafirmamos nosso apoio ao processo de consolidação de uma Política que articule e garanta o efetivo funcionamento dos diversos mecanismos de participação social e a construção de um Sistema Nacional de Participação Social.

Relações entre Psicologia e Educação: Contribuições para o Debate

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jul 152013
 

A Psicologia entrou na Educação, primeiramente, para evidenciar as diferenças entre os alunos, tendo sido, inicialmente, chamada à escola para explicar o fracasso escolar. As teorias daí provenientes, nos anos 60, forneciam explicações que tinham como cerne as características biológicas do sujeito, ou seja, o aluno era o responsável por seu fracasso devido a alguma deficiência ou inadequação, e à educação cabia somente adaptar esse aluno. Depois deste período, a explicação passou a ser outra: social. A queixa escolar foi justificada pela falta de condições econômicas e tudo que envolvia essas condições, por exemplo, alimentação e moradia.

Sobre as críticas dirigidas à Psicologia no meio educacional, sabemos que, atualmente, ainda existem práticas a serem combatidas. Destacamos, nesse sentido, situações em que alunos são retirados de suas salas de aula e avaliados, pela aplicação de testes, sem a participação do professor responsável por eles. Chama atenção, ainda, a ausência de discussão, nessas práticas, com este professor a respeito da possibilidade de mudar suas estratégias com aquela criança.

Desta maneira, pode-se compreender o porquê da Psicologia, quando chamada para auxiliar no contexto escolar atualmente, ser ainda considerada pelos profissionais do ensino como um entrave ao andamento de seu trabalho. Diante da reação dos professores no sentido de resistir à Psicologia como forma de auxiliar sua ação em sala, podemos perguntar: é a ação da Psicologia que gera estas reações, ou é o uso inadequado que se faz da Psicologia nas escolas? O problema, então, não está na ciência psicológica, mas no uso que alguns fazem dela…
Lembramos ser necessário que se deixe de responsabilizar o aluno pelo histórico de fracasso escolar existente no Brasil e que, no passado, foi demanda da Psicologia dentro da escola.

Também é premente que não se culpabilize o professor por isto. Apesar das variadas críticas a uma atuação que faz mau uso dos saberes psicológicos na escola, consideramos que esta ciência tem muito a contribuir para formação do professor, principalmente se a examinarmos à luz de uma prática pedagógica, que tem intencionalidade e é constituída de um processo social.
Percebemos, assim, que uma das possibilidades de inserção da Psicologia no cotidiano escolar, é a promoção de um melhor entendimento sobre o fenômeno educativo por parte do professor, e conseqüentemente, a contribuição para uma atuação mais consciente deste. Pode-se afirmar, pois, que o papel social da Psicologia em relação a toda comunidade escolar (pais, funcionários, alunos e professores) é o de ajudar a promover a autonomia e a reflexividade desta, além de contribuir com a escola no auxílio a um direcionamento mais coerente com a educação que a mesma propõe.

Se a presença da Psicologia contribui com as práticas educacionais, ela não é condição suficiente para que as transformações ocorram. Há outros olhares que podem, mais do que oferecer respostas, ajudar a elaborar perguntas sobre as quais nunca tínhamos pensado. Nesse sentido, o profundo respeito pelas contribuições de outras ciências revela que se isto for desconsiderado, a transformação do processo educativo levará tanto tempo que nós, psicólogas(os), passaremos décadas tentando convencer a educação (apenas convencer!) de que temos o que dizer e contribuir.

Buscando reagir a uma Psicologia burocrática, elitista e encastelada, psicólogas(os) procuram traduzir os conhecimentos que esta ciência tem produzido em relação ao processo de ensino e de aprendizagem para professores, intentando promover sua compreensão. Este movimento vem sendo alterado após muitas discussões promovidas por psicólogas(os) que atuam tanto com a formação deste profissional, como diretamente nas escolas, com a formação de professores. Cada vez mais, a Psicologia vem se mostrando como uma ciência responsável, que busca, em pesquisas científicas, a fundamentação para mudanças necessárias dentro da escola. Tem muito a contribuir com o trabalho do professor em sala de aula por meio do fornecimento de explicações acerca do comportamento e da produção da subjetividade, de modo que o docente possa constituir e interpretar sua prática de maneira mais consciente e comprometida com a direção do desenvolvimento que intenciona promover.

É importante lembrar que não basta deixar de culpar o aluno e, ainda equivocadamente, passar a responsabilizar o professor por toda a história de fracassos na qual a educação brasileira está mergulhada. A Psicologia precisa assumir seu compromisso social, participar da promoção da autonomia dos atores do processo de ensino e de aprendizagem, contribuindo para desenvolver a reflexividade de professores, pais, funcionários e alunos, ajudando a escola a ter uma atuação mais coerente, na direção daquilo que ela pretende alcançar.
É nessa direção e com esse olhar que queremos assegurar e defender a presença das(os) psicólogas(os) nas escolas. Portanto, essa luta exige, ao mesmo tempo, espaços contínuos de reflexão e discussão sobre a prática da Psicologia, em diálogo com produções que tem oferecido referências para uma atuação transformadora nas escolas.

A PSICOLOGIA precisa CUIDAR disto!

A Psicologia e as Manifestações – Parte 2

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jul 122013
 

MENSAGEM DA COORDENAÇÃO NACIONAL DO CUIDAR DA PROFISSÃO (PARTE 2)

O Movimento Pra Cuidar da Profissão tem seus militantes atentos e acompanhando as atuais manifestações que ocorrem no país, reconhecendo a importância de que diferentes questões sejam objeto de luta sempre que apontem para mudanças em uma direção progressista.

Nosso movimento reconhece que há muito que fazer, considerando que “Sem democracia e sem igualdade, nenhuma paz é possível”. Por isso, ao lado de muitos outros importantes embates, que têm também essa perspectiva, a luta de psicólogas (os) por algumas bandeiras que são expressão de questões prioritárias para a categoria neste momento é uma luta valorosa. São exemplos recentes as manifestações da Psicologia contra o projeto da “cura gay” e a luta contra o Ato Médico.

Entretanto, é preciso reconhecer que, para além de lutas específicas dos vários grupos e movimentos, a maior parte das vozes que se manifestam no momento falam de questões que estão centradas na forma de organização e participação política que temos no país. É preciso reconhecer tal questão de fundo, para que os avanços sejam reais.

Nesse sentido, entendemos que a iniciativa do Governo Federal, de lançar o debate em torno da Reforma Política, deve ser apoiada, pois representa alternativa de enfrentamento de um tema que, transversal aos demais, pode contribuir para a organização dos movimentos e para a continuidade de um processo amplo e profundo de mudanças na direção que defendemos.

Ao mesmo tempo, entendemos que continua sendo fundamental oferecer nossa possibilidade de leitura crítica dos fatos e situações, a partir da Psicologia, a fim de contribuirmos para desvendar as reais e diversas motivações das manifestações, de forma a referendarmos e participarmos daquelas que representem lutas por avanços para nossa sociedade.

COORDENAÇÃO NACIONAL DO CUIDAR DA PROFISSÃO

A Psicologia e as Manifestações

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jun 252013
 

Mensagem da Coordenação Nacional do Cuidar da Profissão

O Cuidar da Profissão tem como base a aposta na rua como espaço vital, no qual nos encontramos e reencontramos com o que nos identifica e com o que é diverso para, então, nos reconstituirmos como coletivo que respeita a singularidade e não a entende em oposição à diversidade. Por isso, vimos a público apresentar algumas considerações iniciais sobre o momento que estamos vivendo no Brasil. Compreendemos que esta é uma oportunidade para reafirmarmos nosso compromisso com o método democrático, fazendo o exercício permanente de leitura da realidade e, nesse mesmo gesto, de alterá-la.

Do ponto de vista do aproveitamento da experiência acumulada na Psicologia, fica clara a importância de oferecermos uma contribuição para o debate social na busca de desvelar os não ditos e oferecer elementos que permitam uma elaboração consistente dos processos que estamos vivendo. Cotidianamente saltam aos olhos dimensões que vão sendo tratadas como naturais e óbvias, mas cujo desmonte e reconstrução poderão ser facilitados se houver disposição para uma escuta apurada e persistente.

Um exemplo disso consiste na forma como as mobilizações são tratadas pelos órgãos de imprensa. Podemos observar esforços de formatação de uma racionalidade que explica a dinâmica insurrecional como resultado de uma falência generalizada das instituições democráticas. Alguns meios de comunicação tratam as mobilizações como algo justificado por um esgotamento da capacidade de representação de partidos, sindicatos e outras formas de representação da sociedade. Interessantemente, esse esgotamento é quase um bordão repetido de forma continuada por esses mesmos atores.

Nesse cenário, muitos são os atores que apontam para o grande risco no abandono da perspectiva de reforma do aparelho estado. Por um lado, essas pessoas afirmam não reconhecer o Brasil descrito em algumas manifestações com aquilo que a população vive hoje no país. Por outro, afirmam que, do ponto de vista do que se pode aprender com a história, percebe-se que o abandono do projeto de reforma do Estado (que vem sendo desenvolvido no Brasil) abre a porta muito mais para alternativas de recorte autoritário, do que para a vivificação dos espaços de democracia direta que se poderia almejar na organização de mobilizações sociais.

Interessante notar que o maior ganho de qualquer mobilização coincide ser o melhor método no processo de sua construção . Trata-se da constituição de coletivos em que sejam fortalecidas as relações entre atores comprometidos com os mesmos objetivos, em que ocorra o aprofundamento do exame e formulação de cenários compreensivos e em que sejam tomadas decisões que representem esse coletivo sobre a forma de atuar. Sem a construção de coletivos o resultado só pode ser despersonalização e perda de referenciação entre os atores.

Diante dessa compreensão, cabe fazer um chamamento às (aos) profissionais da Psicologia e, especialmente, às (aos) nossas(os) companheiras(o)s do Movimento Cuidar da Profissão. Devemos insistir, em qualquer processo de que participemos, no desvelamento e clarificação das perspectivas (empregando para isso toda a capacidade de escuta que possamos agregar) e na formação de coletivos que possam tomar em suas mãos os rumos das iniciativas e do futuro de qualquer estratégia que seja estabelecida.

Coordenação Nacional do Cuidar da Profissão

 

Relatório da Convenção Nacional do Movimento Cuidar da Profissão – 2011

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fev 052012
 

Este relatório contém uma síntese dos principais pontos discutidos na convenção nacional realizada pelo Movimento Cuidar da Profissão, em Belo Horizonte, nos dias 4, 5 e 6 de novembro de 2011. A convenção nacional foi precedida de convenções estaduais que escolheram delegados representativos de cada estado e que discutiram um documento  base enviado anteriormente pela Coordenação Nacional do Cuidar.

O documento base tem duas partes: Parte I – Histórico e proposta de perspectiva política; Parte II  – Modo de Administrar.

Os debates na convenção tiveram como referência o documento, considerando-se as questões trazidas pelos delegados a partir dos debates realizados nas convenções estaduais.O objetivo da Convenção Nacional foi traçar as diretrizes políticas e definir a forma de organização do movimento para o próximo período, o que deveria ficar consolidado na forma final do documento. As discussões e deliberações da convenção indicaram a aceitação do documento, com algumas alterações, fruto do processo ocorrido.

Os documentos estão disponíveis abaixo para download:

Documento básico do movimento, discutido e aprovado na II Convenção Nacional realizada em Belo Horizonte nos dias 4, 5 e 6 de novembro de 2011

Relatório da Convenção Nacional do Movimento Cuidar da Profissão – 2011

ENCAMINHAMENTOS PÓS CONVENÇÃO NACIONAL do CUIDAR DA PROFISSÃO- 2011

out 242010
 

No processo de construção do SUAS foram contratados mais de oito mil psicólogos. O fortalecimento do SUS conta com cerca de vinte mil psicólogos. Psicólogos, hoje, participam dos processos relacionados a habitação de interesse social, ao fortalecimento do turismo, iniciativas de redução da privação de liberdade de adolescentes, no trabalho com idosos, na defesa civil, em vários espaços e âmbitos do sistema de saúde, na justiça, nas iniciativas voltadas à implantação da Reforma Psiquiátrica (cujo futuro está ameaçado pelo concorrente de Dilma).

Os resultados dessas políticas já são perceptíveis para muito além do sucesso econômico tão propalado na mídia. Houve queda acentuada (e maior do que era esperado) na incidência de desnutrição da infância brasileira. Os livreiros estão comemorando a multiplicação da média de leitura de livros por parte dos brasileiros. Serviços antes restritos aos cidadãos mais abastados são estendidos a enorme número de brasileiros.

Nesse contexto, é praticamente impossível imaginar que as mulheres sujeitas a aborto sejam deixadas fora da atenção das políticas públicas. É praticamente impossível imaginar que o tema da orientação sexual seja utilizado como forma de redução do acesso de cidadãos aos direitos garantidos a todos os brasileiro.

O estado brasileiro vive momentos sem precedentes de abertura à participação da sociedade em suas decisões.

Diante do exposto, os psicólogos abaixo assinados querem ver Dilma presidente da República. O projeto político colocado em curso pelo Presidente Lula precisa continuar a ser implantado. Queremos que o Brasil continue a mudar, conquistando condições mais dignas de vida e superando a histórica dominação/humilhação a que o povo brasileiro esteve submetido.

http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/7285 (clique no link para assinar o abaixo assinado)